Governo participa do 9º Simpósio Brasileiro de Hansenologia a partir desta segunda-feira (28)


A Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), com o apoio do Governo do Estado, abre, nesta segunda-feira (28), o 9º Simpósio Brasileiro de Hansenologia, a partir das 18h15, no auditório do Centro Pedagógico Paulo Freire, na Universidade Federal do Maranhão. Durante o evento serão apresentadas novidades de diagnóstico e tratamento, assim como lançamento da campanha nacional #TodosContraaHanseníase.

O evento conta com especialistas em hanseníase do Brasil e do mundo. Na noite de abertura, haverá palestra de profissionais da Secretaria de Estado da Saúde, com apresentação da situação epidemiológica da doença no Maranhão e as ações do Governo para controle e eliminação da hanseníase. Atualmente, o estado tem a terceira maior taxa de incidência do país. Em 2015, 3.472 casos novos foram detectados.

No estado, as ações de são descentralizadas para 100% dos municípios, com atendimento direto nas Unidades Básicas de Saúde. As equipes de saúde estão capacitadas para instituir diagnóstico, tratamento e acompanhar o doente e seus familiares. Além disso, o Centro de Saúde Genésio Rego (consultas e reabilitação física), Hospital Presidente Dutra (cirurgias neurológicas) e Hospital Aquiles Lisboa (ambulatorial e internações) são referência no tratamento a estes pacientes.

O Simpósio discutirá ainda os desafios para redução da taxa em nível nacional. O Brasil ainda é o 2° país em número absoluto de casos de hanseníase, atrás apenas da Índia. Em 2015, o Brasil foi responsável por aproximadamente 90% dos casos de hanseníase nas Américas.

O Ministério da Saúde, Organização Pan-Americana de Saúde e Universidade Federal do Maranhão também são apoiadores do 9º Simpósio Brasileiro de Hansenologia, que segue com programação até o dia 30 de novembro.

Hanseníase

A doença pode se manifestar com manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na pele. Essas áreas perdem a sensibilidade: o paciente não sente dor, frio, calor ou mesmo um toque porque tem os nervos afetados. E o doente também pode perder força para segurar objetos. Segundo a SBH, a hanseníase é conhecida como “doença negligenciada”, raramente discutida nas escolas e pelas famílias, colaborando para o aumento do número dos doentes em todo o Brasil. No estágio inicial a doença é de difícil diagnóstico.