SETENTA NOVOS JOVENS MARANHENSES EMBARCAM PARA ESTUDAR NO CANADÁ E NA ARGENTINA PELO PROGRAMA ‘CIDADÃO DO MUNDO’

Nesta edição do ‘Cidadão do Mundo’, participarão estudantes de 17 diferentes municípios. Foto: Karlos Geromy/Secap

O sonho de estudar fora do Brasil em um intercâmbio internacional vai se tornar realidade para mais 70 jovens estudantes maranhenses. Nesta quarta-feira (05), os alunos que participarão da 2ª edição do programa ‘Cidadão do Mundo’ estiveram no Palácio dos Leões, na cerimônia de pré-embarque, conversando com o governador Flávio Dino e contando sobre a expectativa de vivenciar a experiência proporcionada pelo Governo do Maranhão.

Dos 70 jovens selecionados para esta edição do ‘Cidadão do Mundo’, que embarcam no próximo sábado (8), 30 irão para a província de Córdoba, na Argentina, onde aprenderão o espanhol; 30 vão para a cidade de Halifax, na província canadense de Nova Escócia, para aperfeiçoar o inglês; e dez vão estudar francês em Montreal, também no Canadá.

Durante o diálogo com os estudantes, o governador Flávio Dino ressaltou que o programa chega à segunda edição devido ao sucesso da primeira etapa, que reuniu mais de 100 jovens – entre ‘Cidadão do Mundo’ e ‘Estágio Internacional’. Essa ação se insere em um “conjunto de iniciativas visando valorizar esse ativo estratégico para que haja o desenvolvimento verdadeiro que é a educação”. Para ele, esse é “um consenso retórico, mas muita gente só lembra desse consenso nas campanhas eleitorais e depois esquece disso”.

De acordo com Flávio Dino, educação é um investimento de longo prazo e que rompe com política de modo tradicional. “Você não inaugura as pessoas. E às vezes os Governos são medidos por isso. Nós estamos construindo muitas obras físicas, escolas, hospitais, estradas, mas nós temos muito mais orgulho nas obras que mudam as pessoas”, frisou o governador, que disse acreditar nesse efeito porque essa foi a trajetória histórica de todos os povos e nações que conseguiram se emancipar e se libertar da pobreza, do atraso, da escravidão e do desconhecimento. “E nós estamos fazendo este investimento pela primeira vez na história do estado de modo consistente”, completou.

O Governador Flávio Dino ressaltou que a educação é um investimento de longo prazo e que rompe com política de modo tradicional Foto: Karlos Geromy/Secap

Nesta edição do ‘Cidadão do Mundo’, participarão estudantes de 17 diferentes municípios oriundos de escolas públicas ou de entidades paraestatais sem fins lucrativos e que estão cursando ensino superior. O Governo do Estado investe na emancipação dos jovens que vivenciarão outras experiências civilizacionais e terão acesso a culturas diferentes.

Para o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Jhonatan Almada, o Governo tem conseguido manter o padrão de qualidade criado na primeira edição. Ele disse que os primeiros jovens que foram para o ‘Cidadão do Mundo’ deram retorno social, pois ofereceram cursos nos municípios, escolas e faculdades. “Nós já temos um acúmulo de aprendizado”, realçou o secretário.

Almada enfatizou ainda que essa é uma oportunidade que o Estado dá para o protagonismo juvenil, pois eles ajudam “o Maranhão a ser mais justo, equitativo, inclusivo”, e esse é o esforço do Governo, que tem se empenhado nas suas várias áreas de atuação para conseguir fazer isso. “Esse programa comprova que é possível sim fazer investimento público de qualidade e com impacto social”, destacou o secretário.

Expectativa familiar

Os jovens participaram da cerimônia de pré-embarque cheios de expectativa para o tão sonhado intercâmbio internacional. E não foram só eles que acompanharam a reunião com o governador Flávio Dino. Os pais também marcaram presença no último momento antes da ida para Canadá e Argentina.

A professora Annes Lima Souza veio de Pio XII para acompanha o filho, Gilcênio Júnior, que embarcará para a cidade canadense de Halifax, onde ficará três meses aperfeiçoando a língua inglesa. Para ela, essa é uma oportunidade única, pois, se não fosse o incentivo e o custeio do Governo do Estado, a vivência dessa experiência internacional não seria possível. “É uma oportunidade que está sendo dada e abrindo portas não só para o idioma, mas para culturas novas”, pontuou a mãe.

Já Gilcênio Júnior disse que o sentimento pré-embarque é um misto de nervosismo e ansiedade, pois ele não sabe como será recebido no novo país. “É uma experiência única. Esse tempo que eu vou passar vou aproveitar o máximo possível. Em geral, estou mais animado do que nervoso com todas as coisas que vão acontecer”, confessou o estudante de 22 anos, que curso Psicologia na UFMA.

A professora Annes Lima Souza veio de Pio XII para acompanha o filho, Gilcênio Júnior, participante do programa. Foto: Karlos Geromy/Secap

Vítor Gonçalves é outro jovem que está cheio de expectativa para o intercâmbio. Representando os alunos que estudarão francês em Montreal, no Canadá, ele discursou e agradeceu muito o Governo pela oportunidade. Se dirigindo ao governador, ele ressaltou que espera que “continue com seu lema, governar para todos”.

“Continue a conduzir esses programas. A gente vive uma situação política difícil, programas como o ‘Ciência Sem Fronteiras’ acabaram. Então a gente tem o Cidadão do Mundo como um vislumbre de que o Brasil vai para frente e nós vamos ser parte disso”, destacou durante seu discurso.

Embarcarão na 2ª edição do ‘Cidadão do Mundo’ estudantes nascidos nos municípios de São Luís, Imperatriz, Viana, Pedreiras, Godofredo Viana, Pio XII, Santa Inês, Paço do Lumiar, Caxias, Arari, Brejo, Rosário, Pinheiro, Codó, Anajatuba, São Mateus e Pindaré.

Primeira edição

Na primeira edição do programa foram 1761 inscritos até chegar aos 62 intercambistas finais – que passaram por curso de imersão e teste de idiomas – oriundos de 15 municípios maranhenses e que passaram três meses nos países: Canadá, Estados Unidos, Argentina e França.

O investimento foi de R$ 2,9 mi, incluindo providências como passaporte, visto, passagem, material didático, seguro, hospedagem em casa de família, suporte no exterior, além de uma bolsa de estudos, pago via Fapema. O investimento deixou o Maranhão com o melhor custo benefício quando comparado ao investimento feito por outros estados que têm programas similares.

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