Retrospectiva: Em dois anos de Governo, Maranhão avança na assistência materna e infantil

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Com o investimento de R$ 126 milhões na área da saúde materna e infantil, o Governo do Maranhão beneficia milhares de maranhenses. Os recursos foram concentrados em reformas, ampliações, adoção de novas práticas de saúde, parcerias e construção do Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar). O montante deste valor foi empregado nas maternidades da capital – Marly Sarney, Bendito Leite, Nossa Senhora da Penha e Ninar – e, no interior, na unidade Materno de Imperatriz e de Colinas.

Desde o início da gestão Flávio Dino, em 2015, a rede estadual de saúde passa por uma reestruturação com ampliação de atendimentos, prestação de serviços de qualidade e diversos investimentos que alicerçam a base da política de assistência primária, média e alta complexidade à população, uma das prioridades do Governo do Estado.

Para o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, a política estadual de saúde adotada pelo governador Flávio Dino expande a assistência na capital e municípios, possibilitando maior acesso aos serviços de saúde. “O Governo trabalha para que tanto a assistência primária quanto serviços de média e alta complexidade estejam disponíveis e qualificados ao alcance da população. Com as novas adequações físicas e de práticas de saúde adotadas, em especial, nas maternidades, caminhamos neste sentido: reduzir as disparidades históricas em saúde e oferecer mais agilidade e diversidade no atendimento às mulheres e crianças”, afirmou Carlos Lula.

Um dos braços da política de assistência primária é a rede de cuidados à mulher e à criança, que envolve atendimentos desde o pré-natal, parto e pós-parto. Com as crianças os serviços de assistência reúnem atendimentos básicos a complexos, como o Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar) para bebês com microcefalia ou doenças neurológicas.

Para o governador Flávio Dino o Ninar é uma ação que integra um conjunto de políticas de saúde resolutivas que estão em desenvolvimento no Maranhão, que tratam os problemas de saúde de verdade. “Este espaço de referência veio para cumprir o papel da assistência às crianças, da capacitação aos profissionais de saúde da área, e, também, de pesquisa sobre as doenças neurológicas. Essas crianças e suas famílias merecem toda a nossa atenção, não só referente à microcefalia, mas a todos os problemas relativos ao neurodesenvolvimento. Aqui elas têm os cuidados necessários e poderão desenvolver todas as suas capacidades para viverem com dignidade”, explicou Flávio Dino.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) investiu em novas práticas de assistência à mãe e filho, focadas no fortalecimento da relação e bem-estar. A rede estadual de maternidades adota métodos de caráter humanizado que vão desde os primeiros cuidados gestacionais até o acompanhamento da criança fora da unidade de saúde. Na maternidade Marly Sarney, a gestante recebe os primeiros cuidados no setor de Classificação de Risco que avalia o estado de saúde da paciente e a encaminha para o setor de atendimento adequado. A unidade passa por reformas na UTI neonatal e ampliação dos centros cirúrgicos (4), leitos de UTI (10) e de enfermaria (60).

Na Marly Sarney, após o parto, quando a criança nasce com deficiência imunológica, a equipe de obstetrícia aplica o método Colostroterapia, que consiste em utilizar o colostro como suplemento imunológico nos bebês. Este é um dos principais cuidados a serem estabelecidos nas primeiras horas de vida dos bebês.

A Maternidade Benedito Leite recebeu reformas e a readequação da sala de pré-parto, o que possibilitou a presença de um acompanhante durante o parto pela primeira vez em uma maternidade estadual. A sala de pré-parto não tinha divisões. Hoje, está organizada e cada paciente fica isolada por cortinas, permitindo uma privacidade maior para cada uma. A organização dos setores da unidade de saúde contribui para o conforto das pacientes e tornou o atendimento mais ágil e eficiente. O parto natural, recomendado pela maioria dos médicos, também já é adotado na maternidade desde o mês de julho.

Na Maternidade Nossa Senhora da Penha mais de 70% dos partos são normais com atendimentos humanizados, assegurando rápida recuperação da mãe. Para o bebê é aplicado o método Canguru, que intensifica o vínculo materno e estimula o desenvolvimento completo do bebê. O método é uma alternativa ao cuidado neonatal convencional para recém-nascidos de baixo peso e se realiza no contato pele a pele entre mãe e bebê.

Criação do Ninar

O Centro de Referência em Neurodesenvolvimento, Assistência e Reabilitação de Crianças (Ninar) foi inaugurado em março deste ano com mais de 40 profissionais de saúde. O Ninar oferta tratamentos especializados às crianças com problemas de neurodesenvolvimento, entre os quais, a microcefalia. O corpo clínico do centro é formado por pediatras, neuropediatras, oftalmologistas e geneticistas, além de equipe multidisciplinar composta por fisioterapeutas, enfermeiros, fonoaudiólogos, assistentes sociais, psicopedagogos e terapeutas ocupacionais.

Com a abertura do Ninar, atendimentos que já eram prestados pelo Governo às crianças com microcefalia em vários locais foram integrados em um único espaço, para maior facilidade de acesso e comodidade às crianças e suas famílias. Mais de 500 atendimentos são realizados por mês, entre consultas e sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional.

Convênio com Hospital da Criança

Por meio de convênio celebrado no mês de outubro de 2015, o Governo do Estado destinou recurso no valor de R$ 10 milhões para a Prefeitura de São Luís, para reforma e ampliação do Hospital Dr. Odorico Amaral de Matos – o Hospital da Criança. A parceria representa a integração e articulação interinstitucional para o fortalecimento dos serviços de saúde no Maranhão. Após a entrega da ampliação, a expectativa é que esses números sejam duplicados, disponibilizando serviços que, até então, não eram oferecidos na modalidade pediátrica.

FALA POVO

“O trabalho das fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais ajudou minha filha a sentar. Antes ela não se equilibrava e nem pronunciava algumas palavras. Se não fosse a ajuda do governo não teria condições financeiras de desenvolver minha filha”. Josinete Ferreira, mãe da Emilly , de 1 ano e 8 meses.

“Não tenho como explicar o que sinto quando percebo a melhora de Maria Clara, mesmo em pequenos detalhes. O tratamento no Ninar causou evolução na locomoção e fala dela”. Jucelene de Jesus Rosa, mãe da Maria Clara, de 3 anos.

“Em outros locais eu não conseguia marcar atendimento e aqui foi rápido para agendar as sessões de fisioterapia e fonoaudiologia. Agradeço demais os cuidados que toda a equipe tem com minha filha e ao governo por olhar para as crianças maranhenses com doenças neurológicas”. Taís Carola Moraes, mãe da Ana Luísa, de 1 ano e 5 meses.

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